Segunda-feira, 12 de novembro de 2018

 

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Assis Chateaubriand


 
 

O fundador dos Diários Associados teve uma vida como poucos brasileiros tiveram a sorte de desfrutar.


Ficou conhecido pela veia de empreendedor, de realizador de sonhos, seus e dos outros. Em sua trajetória profissional e pessoal ascendente, abriu oportunidades de crescimento igual para inúmeros colaboradores – ao criar o Condomínio Acionário, Assis Chateaubriand deu sua maior prova de que valorizava seus colaboradores, tanto que lhes confiou a administração de sua organização empresarial.


Ultrapassou os limites de seu tempo, anteviu os rumos de vários setores produtivos e lançou-se em diferentes empreitadas ousadíssimas e que invariavelmente repercutiam – e ainda repercutem – positivamente para o progresso do País. Sem sua presença marcante, o Brasil demoraria muitos e muitos anos para atingir o atual estágio de desenvolvimento.


Personalidade controversa por quebrar paradigmas ou adotar comportamentos diversos dos costumes de sua época, Chateaubriand, ou Velho Capitão, ou Chatô, não se rendeu nem à doença, que o deixou paraplégico até seu falecimento – apesar dessa condição especial, datilografava seus artigos com uma máquina adaptada para atendê-lo. Iniciou no Jornalismo aos 15 anos de idade e foi jornalista até o fim, em 4 de abril de 1968. 

O começo

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello nasceu a 5 de outubro de 1892, em Umbuzeiro, na Paraíba. Filho de Francisco Chateaubriand Bandeira de Melo e Carmem Chateaubriand Bandeira de Melo, o sobrenome Chateaubriand teve origem na admiração que o avô do jornalista cultivava pelo escritor homônimo francês. 

Embora tenha ingressado na Faculdade de Direito, em Recife, com apenas 15 anos, já iniciava um namoro com o Jornalismo, pois escrevia para o jornal Pernambuco. Colaborou ainda para vários periódicos pernambucanos, inclusive o Diário de Pernambuco, onde chegou a redator-chefe. 

Em 1917 abriu uma banca de advocacia no Rio de Janeiro, mas encaminhou-se rapidamente para o Jornalismo, escrevendo para o Jornal do Commercio e Correio da Manhã, além do Jornal do Brasil, onde foi chefe de redação. Como comentarista internacional, Chateaubriand visitou vários países da Europa, o que lhe possibilitou a publicação, em 1921, do livro Alemanha. Nesse mesmo ano, demitiu-se do Jornal do Brasil e do Correio da Manhã para se dedicar à aquisição da sua primeira publicação, O Jornal, comprado por 5.800 contos de réis. Em 1924 comprava o Diário da Noite, em São Paulo.

Os dois formaram o embrião do que viria a ser o Diários Associados. Mais tarde, em 1928, ele fundaria a Empresa Gráfica O Cruzeiro e, em 1934, adquiria a revista A Cigarra. Em Minas, desde 12 de maio de 1929, já estava integrado à sua organização o jornal Estado de Minas. Pouco tempo depois, em 1931, nascia o Diário da Tarde, agregando-se, posteriormente, as rádios Guarani e Mineira e, na década de 50, a TV Itacolomi

Chatô fundou ainda a Agência Meridional e a Rádio Tupi no Rio de Janeiro. A ela se juntariam logo a Rádio Tupi, de São Paulo, e a Rádio Educadora, rebatizada de Tamoio, no Rio. A televisão veio em 1950: a TV Tupi, de São Paulo, primeira emissora de tevê da América Latina e quarta do mundo. 

Homem público

Chateaubriand estendeu suas atividades à política. Foi senador pela Paraíba e pelo Maranhão na década de 50, impulsionado pelo seu trabalho arrojado à frente do Diários Associados. Também foi embaixador do Brasil no Reino Unido. Apoiou figuras ilustres e poderosas do cenário político e os enfrentou sem medo algum, quando julgou necessário. Foi o caso do ex-Presidente da República Getúlio Vargas que, apesar de ter contado com Chatô na Campanha Liberal de 1930, mandou fechar temporariamente O Jornal porque o jornalista assumiu posição crítica em relação ao seu governo.

O Cidadão Kane brasileiro se tornou imortal. Da Academia Brasileira de Letras. Nas Artes, ficou conhecido por ter criado o Museu de Arte de São Paulo (MASP), um dos mais importantes do mundo. Sempre dedicado à sociedade brasileira, procurou implementar projetos que ampliassem o nível cívico e cultural de todos, com o estímulo a debates nacionais e com o desenvolvimento das ciências, artes e letras.

Uma terrível doença, a trombose, a que ele resistiu por longos anos, o levou a morte em abril de 1968, na cidade de São Paulo. Mas Chatô é imortal pelo seu legado, e não apenas por pertencer à Academia Brasileira de Letras. Um dos mais importantes brasileiras do século 20. 

 

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